Wednesday, December 1, 2010

Dissolving Self-Created Limitations: Dreams and Emptiness

"If we want to understand how we are ordinarily misled by our false projections and how we can begin to break free from their influence, it is helpful to think of the analogy of our dream experiences. When we wake up in the morning, where all the people we were just dreaming about? Where did they come from? And where did they go? Are they real or not? Of course not. These dream people and their dream experiences all arose from our sleeping, dreaming mind; they were mere appearances to that mind. They were real only as long as we remained in the dream-state; to the waking mind of the next morning they are only insubstantial memory. While we were asleep they seemed so true, as if they were really out there, having a concrete existence quite apart from ourselves. But when we wake up we realize that they were only the projections of our dreaming mind. Despite how real they seemed, these people in fact lack even an atom of self-existence. Completely empty of any objective existence whatsoever, they were only the hallucination of our dream experience."

in Introduction the transformation of desire to Tantra, de Lama Yeshe

Wednesday, November 24, 2010

REM cloud

REMcloud Social Network

REMcloud is a Facebook-like social networking site that lets you upload your dreams to the cloud. It syncs with Facebook and Twitter, but you can also find new dream-sharing friends on the site itself.

The most interesting aspect for me is the "dreams trending" cloud, where you can see world-wide dream trends for symbols and events. This may be the closest the Internet has come yet to the "Collective Unconscious," although right now the fastest group to adapt the REMcloud is the 12-17 set, including all their dream tweets about celebrities and Harry Potter.

Saturday, November 20, 2010

self-perpetuating cycly of karma



"Prior to realization, the individual's true nature is obscured by the root ignorance that gives rise to the conceptual mind. Ensnared in dualistic vision, the conceptual mind divides the seamless unity of experience into conceptual entities and then relates to these mental projections as if they inherently exist as separate beings and things.
The primary dualism divides experience into self and other, and from the identification with only one aspect of experience, the self, preferences develop. This results in the arising of aversion and desire, which become the basis for both physical and mental actions. These actions (karmas) leave traces in the individual's mind as conditioned tendencies, resulting in more grasping and aversion, which lead to new karmic traces, and so on. This is the self-perpetuating cycly of karma."


in The Tibetan Yogas of Dream and Sleep, de Tenzin Wangyal Rinpoche

Sunday, July 4, 2010

Pedindo ajuda aos Deuses



Esta semana, por razões muito específicas, vi-me bastante dividido. Por as coisas estarem a assumir proporções que não conseguia dominar mentalmente, decidi pedir ajuda aos Deuses. Segue o relato.

(primeira dose de Salvia)
Lembro-me de sentir-me em estado de OBE com vários pensamentos sobre a existência. Nisto, senti que o foco de concentração é realmente entre os olhos mas o "segredo" não é imaginar que queremos "sair", nem sequer pensar sobre isso; é sim projectar essa intenção, sem pensar, nesse ponto entre os olhos.
Penso que este sonho foi uma iniciação para o seguinte, por forma a que conseguísse obter a resposta à pergunta que me assombrava a mente. É interessante que com a ajuda da pastora consegui iniciar-me e depois obter do meu inconsciente a resposta que, conscientemenet, não possuía.




(segunda dose de Salvia)
Sentia-me num sítio apertado - não tinha noção da terceira dimensão - em tons de verde escuro. Parecia haver troncos ou ramos grossos.
Ouvia: "Quem é a Carla? Quem é a Patrícia?" Ao mesmo tempo que ouvia, sentia que - telepáticamente - estava a tentar perguntar sobre essas duas pessoas. Ao ouvir as vozes dizerem "Quem é Carla? Quem é a Patrícia?" sentia que a resposta era irrelevante, como se àquele nível (o da minha consciencia naquele momento) elas não existissem.
Depois, apesar de não me ouvir com a minha própria voz, perguntava-me "Mas quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu? Quem sou eu?", ao mesmo tempo que sentia um vazio identico ao que tinha sentido aquando das outras perguntas. Ainda em profunda OBE, completamente apagado para o mundo, fui recuperando a minha consciencia habitual, apesar da voz do meu pensamento continuar a não ser a minha.




(experiência posterior à Salvia)
Esta experiência voltou a fazer com que visse a minha vida com algum distanciamento/desapego e a relativizar tudo o que acontece. Quando vivemos viciados nas pessoas e nas circunstancias, para além de não conseguirmos aceitá-las tal como são, não conseguimos realmente abraçar a vida. Apenas quando estamos desapegados das circunstancias podemos realmente dedicar-nos aos outros de forma altruista e, a um nível mais elevado, percepcionar as coisas como realmente são.

Friday, July 2, 2010

Por que os sonhos parecem tão reais?



Segue um copy&paste de um artigo publicado no blog do meu grande amigo JHolland que, por ser completamente fora de série, decidi publicá-lo aqui também.



Retirei esses dois textos anônimos do excelente Blog Ninguém, Nunca, em Lugar Nenhum:



POR QUE OS SONHOS PARECEM TÃO REAIS?


A Consciência resplandecendo em você está sempre brilhando, Ela nunca dorme. Assim, quando o seu corpo está 'dormindo', mas o pensar continua ativo durante o estado de sonho, a Consciência resplandece nos pensamentos-sonho, emprestando sua realidade a eles, fazendo, dessa forma,o sonho parecer real. Qualquer coisa a que a Consciência empreste a sua realidade, ganha a ilusão de ter vida - sejam os seus pensamentos durante o estado de sonho ou os seus pensamentos durante o seu estado 'acordado'. A Consciência Universal é a ÚNICA fonte de realidade e percepção que existe. Tudo o mais apenas pega emprestada a sua realidade da Consciência Universal, mais ou menos como a lua à noite parece ter brilho próprio, quando na verdade sua luminosidade vem do sol.



Uma outra coisa sobre os sonhos, é que todos os personagens do sonho PARECEM absolutamente separados no sonho, mas ainda assim você sabe que eles todos de fato vêm de UM sonhador, e são, portanto, UM só. Entretanto, se alguém chegasse para a sua 'persona onírica' durante um seu sonho, e lhe dissesse que todos no sonho eram de fato apenas UM, você pensaria que esse alguém estava louco. Portanto, mesmo nos sonhos, as crenças incorretas distorcem a realidade. E não pense que os pensamentos, que criam essa distorção da realidade durante seus sonhos, param de fazer seus "truques" quando você "acorda" - eles estão criando a mesma distorção da realidade AGORA MESMO.

CRENÇAS INCORRETAS A SEREM REMOVIDAS

Você é 100% "auto-relizado" nesse mesmo instante, quer você entenda isso ou não. Não existe um "caminho", apenas crenças incorretas que precisam ser removidas. E a própria crença de que existe um caminho é, em si mesma, um obstáculo. Você não pode nunca estar fora da eterna realidade, ISSO É IMPOSSÍVEL.



Não esqueça, TUDO acontece NA PERCEPÇÃO. Mesmo quando você entende tudo o que eu estou dizendo, os pensamentos ainda podem aparecer como "Eu tive um dia cheio no trabalho hoje, distraí-me e não fiquei muito na PERCEPÇÃO". Mas isso é apenas um pensamento que está acontecendo na PERCEPÇÃO. Da mesma forma, o pensamento oposto, "Eu tive um dia muito 'focado', e realmente permaneci na PERCEPÇÃO" é igualmente um pensamento, uma visão, que está acontecendo na PERCEPÇÃO. Tudo é apenas uma aparência na PERCEPÇÃO. E você é a PERCEPÇÃO, não a aparência.

Uma pessoa ocupada num sonho tem o sonhador fluindo através dela em menor escala que uma pessoa meditando no mesmo sonho? Para o sonhador, ambas são apenas um sonho. O personagem do sonho que ignora o fato de que existe apenas a Consciência do sonhador está tão na Consciência quanto o personagem que tem esse entendimento. A única diferença entre eles é que o que não tem esse entendimento está simplesmente carregando crenças incorretas.

Monday, June 28, 2010

O bilhete para Atenas



- Gosto que as palavras que uso estejam relacionadas com os factos. É por isso que me interesso pela eternidade - pela eternidade psicológica. Por se tratar de um facto.
- Para si, talvez - disse Jeremy.
- Para todo aquele que escolha cumprir as condições sob as quais possa ser vivida.
- E porque alguém o desejaria?
- Porque decidira alguém ir a Atenas ver o Parténon? Porque vale a pena. E o mesmo se aplica à eternidade. A experiência do bem intemporal vale todo o esforço que implica.
- O bem intemporal, - repetiu Jeremy desagradado - não sei o que significam essas palavras.
- E porque deveria? - disse o Sr. Propter. - Você nunca comprou um bilhete para Atenas.

Aldous Huxley, Também o Cisne Morre (1939)

Sunday, June 27, 2010

Efeitos psicológicos e mentais da experiência com Salvia



Logo nos dias seguites à experiência que relatei ontem, algumas coisas começaram a mudar. Na primeira noite aconteceu-me algo inédito: tive duas vezes o mesmo sonho, na mesma noite, coisa que não me recordo de ter acontecido antes. Um dia ou dois depois, voltou a acontecer-me algo também de inédio: tive um pesadelo, acordei, voltei a adormecer e continuei o sonho/pesadelo anterior. Isso serviu para reconhecer que estava a sonhar e acordei. Sinto vontade de associar estas duas novas experiências a ter fumado a planta, porque acho "coincidencia" a mais não ter nada a ver.

Devido a estas três experiencias com Salvia, mais precisamente a toda a meditação que provocou, senti que a minha mente a foi "reprogramada". Notei perfeitamente que tive um "salto" mental. Passei a ver as coisas de uma perspectiva realmente mais elevada. E sim, sinceramente já não faço grande distinção entre "realidade" e mundo onirico. É tudo um continuum, nós é que perdemos muitas vezes a consciencia.

Os meus sonhos ficaram mais vívidos do que sempre. Também comecei a recordá-los com muito mais facilidade. Todas as manhãs, sem praticamente esforço nenhum, lembrava-me de 2 a 5 sonhos que tivera. Como é obvio lembrava-me de mais detalhes nuns sonhos do que outros. Mas a parte interessante nem é essa.
Voltei a ter um sonho "inédito". Lembro-me de tantos detalhes e a própria duração do sonho foi tão grande que parece-me algo completamente diferente. Lembro-me de todos os locais que estive no sonho, todos os diálogos, o que pensei, pormenores como a cor das canetas ou a marca de café dos Bares, o tipo e cor de roupa das pessoas, o cabelo esbranquiçado de algumas personagens, enfim, tudo. Mas o mais estranho é que no próprio sonho, embora tenha começado durante o dia, estendeu-se pela noite, dormi, acordei de manhã e continuei com a minha "vida", seguindo mesmo o que estava a fazer no dia anterior (do sonho).



Estas experiências com Salvia levaram-me a uma enorme introspecção que, embora ainda tivesse muitas "pontas soltas", já tinha algumas certezas:
- As duas experiências mais profundas que tive (até à altura) com a Salvia foram, sem duvida, muito positivas. Trouxeram-me uma visão muito diferente da vida, baseada na experiência e não na "teoria". Objectivamente, as conclusões que tirei foram: a ideia de que existem várias dimensões é verdadeira. a máxima Hérmetica que diz que "O Todo é Mental" é verdadeira. A ideia de que "nós estamos onde está a nossa consciência" é verdadeira. (pelo menos) Muita coisa que já tinha lido sobre Ayahuasca e DMT é verdade. Neste contexto o conceito de "verdade" significa que vai de encontro à minha própria experiência.
- Se as experiências foram positivas, porque ter medo de continuar? Porque, no meu discernimento, ainda subsiste medo, ansiedade, sentido de auto-preservação, etc.
- Asclépio, o deus grego da medicina, assumia a forma de cobra. Na verdade, ainda hoje o simbolo da cobra é usado em todas as farmacias. É em tudo identico ao caduceu de Hermes/Mercurio.
Portanto, e concluindo por agora, este ataque predatório e extremamente intenso da "cobra" é uma cura. A sensação de morte, muito dificil de ultrapassar, é uma morte purificadora. Mas acredita que é muito, muito dificil entregar-me a ela.



Na altura, mal sabia eu que a próxima experiência com Salvia iria ser uma das vivências mais marcantes da minha vida, e uma das mais difíceis de ultrapassar.